Terra dos encantados : a luta pela permanência no Território Quilombola Santa Rosa dos Pretos (Itapecuru-Mirim/MA) /

"Seu Libânio Pires nos ensina que uma das formas da escravidão está na não titulação das terras quilombolas. A não titulação possibilita que elas sejam o tempo todo vendidas, invadidas e cercadas por fazendeiros, Estado e por projetos de desenvolvimento econômico. A morte dos igarapé...

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Bibliographic Details
Author / Creator:Silva, Anacleta Pires da, author.
Imprint:São Paulo : Hucitec, 2020.
©2020
Description:212 pages : illustrations, maps ; 21 cm.
Language:Portuguese
Series:Coleção Diálogos da diáspora ; v. 5.
Diálogos da diáspora (Series) ; v. 5.
Subject:Território Quilombola Santa Rosa dos Pretos.
Quilombos -- Land tenure -- Brazil -- Itapecuru Mirim (Maranhão)
Blacks -- Land tenure -- Brazil -- Itapecuru Mirim (Maranhão)
Quilombos -- Brazil -- Itapecuru Mirim (Maranhão) -- Social conditions.
Blacks -- Brazil -- Itapecuru Mirim (Maranhão) -- Social conditions.
Quilombos -- Brazil -- Itapecuru Mirim (Maranhão) -- Social life and customs.
Blacks -- Brazil -- Itapecuru Mirim (Maranhão) -- Social life and customs.
Blacks -- Social conditions.
Blacks -- Social life and customs.
Itapecuru Mirim (Maranhão, Brazil) -- Race relations.
Format: E-Resource Print Book
URL for this record:http://pi.lib.uchicago.edu/1001/cat/bib/12527930
Hidden Bibliographic Details
Other authors / contributors:Santos, Dayanne da Silva, author.
ISBN:9786586039498
6586039495
Notes:Includes bibliographical references (pages 194-201 ).
Summary:"Seu Libânio Pires nos ensina que uma das formas da escravidão está na não titulação das terras quilombolas. A não titulação possibilita que elas sejam o tempo todo vendidas, invadidas e cercadas por fazendeiros, Estado e por projetos de desenvolvimento econômico. A morte dos igarapés afeta diretamente a continuidade da vida das famílias no território quilombola, na medida em que é deles que provém a vida. Dona Dalva nos fala que, "água é vida, sem água ser humano não vive e tem pontos de água que são moradas de mãe d'águas". Na relação com os encantados que habitam lugares dentro das matas, das mães águas que cuidam das vertentes de água é que os quilombolas vão tecendo leituras outras sobre os problemas ambientais e fundiários. Os conflitos ambientais são também conflitos étnicos raciais. A interação com os encantados é um princípio filosófico de coproteção que confere forma ao "homem" natural que tem seus pés fortes e firmes como as raízes das árvores, seu corpo protegido pela terra, pedras folhas, seus olhos feitos dos pássaros da mata e o coração incorporado por todos os espíritos/pajés/encantados. O corpo quilombola e o corpo da terra estão vinculados primeiramente por uma relação de respeito e depois pelo cuidado com a natureza."--Page 4 of cover.